psicologia para cornos.

Não se enganem, machos, achando que é melhor sua mulher sair com as amigas do que com outros homens.
Coleguinha, se você quer preservar seu relacionamento solte sua companheira na cova dos leões. Incite-a à traição. Libere-a para uma vida de prazeres.
É muito mais fácil manter seu casamento permitindo que sua mulher saia com um negão 3 por 4 bom de lábia do que soltá-la por mais de duas horas num bar com as amigas.

A psicologia explica que os amantes servem como uma espécie de combustível para turbinar o casamento. É mais ou menos assim: quanto mais relações extraconjugais a mulher tiver, mais ela tenta compensar o parceiro corno em casa.
Tá, essa teoria fui que inventei. Mas não é sensata? Fala aí! É super.
O importante é acreditar! Ter fé, meu amigo. O Jamal será apenas uma distração. É como dar à tua esposa um ingresso para o Beto Carreiro World. Só que mais barato. E você ainda ganha a recompensa pela dor na consciência alheia.

Você pensa que “liberar” tua mulher para sair com as amigas é uma mega evolução no mundo dos machistas? Você acha que isso vai te dar credibilidade e gerar mais amor conjugal? Sério?

As amigas podem detonar um relacionamento com as comparações.

As malditas comparações.

O namorado delas é melhor. O pinto do marido delas é maior. Elas sempre fazem mais sexo por semana do que a tua mulher. O gramado do James Franco é sempre mais verde. E, pra piorar, o marido de alguma delas pode ter dado uma jóia, um carro ou uma viagem ao exterior recentemente.
E mesmo que alguém ali esteja mentindo, colega, isso tudo vai te ferrar bonito de qualquer jeito porque a culpa vai ser tua se ela não tiver uma lorota genial pra contar antes.

No final da noite tua mulher bebeu todas, colocou a conta no teu cartão e ainda vai chegar em casa um trapo achando, no mínimo, insuportável sentir teu hálito com bafo de uma única cervejinha que você tomou assistindo futebol em casa. Dela, não espere compreensão alguma – ainda que você tenha sido atropelado no mesmo dia. E durante cinco semanas seguidas o olhar daquela que te disse “sim” em outros tempos virá acompanhado de um ódio inexplicável que você vai precisar de anos de terapia pra esquecer.

Então, meu caro, se eu posso te dar um conselho bacana pra manter teu casamento, vai nessa: prefira ser corno.

A boa notícia é que de manhã passa. E elas nunca deixam rastros.

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Vidinha de casal.

Cena1: Em casa, casal recebe amigos para alguns drinks e uma mesa farta da culinária japonesa. A dona da casa, no mesmo lugar que o marido, reclama do trabalho para os convidados e eis que interrompe seu macho:

- “Por quê você não faz algo que esteja realmente afim?”

- “Mas eu estou tentando mudar de área. Já pedi transferência lá dentro. Eu te disse”, respondeu rapidamente e com extrema naturalidade.

- “Não. Eu tô falando de algo fora. Um negócio teu. Que você já me falou que quer…”

- “Ah! Porque eu não tenho um ‘puto’ pra investir”.

Cena 2: Ele, com a mão na testa, dramatizando a fala da esposa: “Ah! Oh! Eu não tenho dinheiro pra investir!” e puxa o cigarro como se já tivesse finalizado a interpretação.

Cena 3: Ela, olhando para o lado totalmente desinteressada na cena do marido, segura o copo de uísque sem nem pensar em tomar mais um gole.

Cena 4: A esposa convidada, cineasta desempregada e que nunca conseguiu finalizar um filme sequer, ouvindo tudo bem atenta, já imagina a cena do seu próximo curta. O marido convidado mal participa da conversa. Não faz questão de falar enquanto sua garrafa estiver cheia.
De repente, sem que ninguém consiga realmente dizer quem puxou conversa, mudam de assunto e falam sobre destinos que gostariam de conhecer. Mais uma vez, o casal proprietário se manifesta. Ela fala em Alemanha e imediamente o marido interrompe, outra vez:

- “Não! Você tem que ir prum lugar tipo Barcelona”.

- “Eu quero ir pra Itália”, responde o marido convidado sem nenhuma emoção aparente.

- “E você, esposa convidada?”, pergunta alguém que ela não sabe quem.

Cena 5: O casal de amigos convidados – quase imóveis no sofá por pura falta de interação – ouvem silenciosos. O marido convidado abre mais uma lata de cerveja não muito empolgado (era de produção argentina). A esposa convidada, interrogada e assustada, já que nem estava entendendo o contexto da história e só se lembra de ter ouvido “Alemanha, Barcelona e Itália” responde atônita:

- “Amsterdam! Eu estou em Amsterdam!”

Cena 6: Ela (a esposa convidada) ri empolgada tirando sarro de si própria na sua amarga e irônica solidão. Sem entender o que aconteceu percebe que todos voltam à discussão do que deveriam fazer e onde deveriam ir. Mas sua conclusão é única. Rápida. E final. Só existem dois tipos de casais:

Os que nunca se entendem numa conversa, mas para se divertir fazem sexo enlouquecidamente quando chegam em casa. E os que não se desentendem, muito menos interagem e quando chegam em casa, pra se divertir, brigam.

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Coisas possíveis

Quem aguenta o próprio marido?

Nobody in this blessed world.

Só quem aguenta teu marido é a amante. Isso porque ela ocupa justamente esta função.

Se conseguir a promoção vai ver que entrou numa fria e nem aumento de salário vai compensar a amargura. Fora que amante já paga uma culpa inconsciente e eterna só por ter roubado marido de outra.

Não adianta. Homem é assim:

Quando é bom de cama, é um canalha.

Quando cozinha bem, é feio. Demais.

Quando é engraçado, é porco. E viciado no Piracicaba Futebol Clube.

Quando consegue ser bom de cozinha, de cama e ainda engraçado, é desempregado.

E não me venha dizer que a pobreza não te incomoda, minha filha.

Eu sei, você até topa pagar as contas.

Mas homem sem grana num presta não. Enquanto trabalhamos por eles, chifres em nós. Porque homem não aguenta ficar em casa sem fazer nada. Isso é um dom unicamente feminino, amiga. Acredite!

Fiquei aqui no meu mundinho imaginando o que poderia ser então um homem perfeito, se é que isso existe. Ou – sendo mais realista – daquele tipão pra levar pra casa sem medo de ser feliz.

Um homem inteligente? Não, meninas. Vamos falar de coisas possíveis.

Ao meu ver só resta a opção adestramento: pra obrigá-lo a massagear nossas costas todo sábado e abaixar a tampa da privada every day. Não vai ser fácil…

Mas me diz, existe aí outra opção?

… Tempo na tela!

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Diálogo da manhã

O cara da água é um rapazinho de biotipo comum. Usa boné virado, fone de ouvido só do lado direito, e a calça dobrada até o joelho só na perna esquerda. “É pra equilibrar”. No bairro dele “tá um fervo. Você devia fazer uma reportagem lá”.

- Mas o que tá acontecendo, perguntei?

O rapaz – que também atende por Murilo – começou respondendo bem, e depois misturou tudo citando vários temas ao mesmo tempo.

-  “Ah, ficam mexendo com a minha mulher. Som muito alto. E agora deram pra trancar a rua e não deixar ninguém passar. Eu num quis nem saber. Meti minha moto no meio e não teve quem me segurasse. Esse fim de ano eu tive folga de quinta até terça. Foi irado! E você, quando vai voltar a fazer as matérias de esporte?”

- Acho que não volto mais, Murilo. Respondi, quase convicta.

E eis que ele manda uma sucessão de afirmações, digamos, curiosas:

- “AH, mas você é casada também. Quê que adianta, né?”

-Oi?

- “Ó. Peguei teu tapete pra segurar o elevador. Mas vou te devolver”.

-Oi?

- “Hein. Acho massa ser jornalista. Eu também quero ser! Quê que eu preciso fazer?”

-Tem que estudar. Sempre.

-“É? Muito mesmo? Humm. Falou. Qualquer hora eu passo aí pra tomar um café”.

Oi?

…..

E o mala trabalhando… (Ai, como eu perco oportunidades!)

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Pro casamento não virar comercial de margarina…

 

Sempre fui intempestiva nos relacionamentos. Mesmo não sabendo exatamente o que significa isso.

Normalmente puxava a briga. Guerreava. Atacava mais um pouco. Quebrava alguns objetos à frente. Rasgava camisa. Lançava sapatos. E alguns voltavam. Merecidos.

Hoje sinto-me velha ou talvez desgastada para a função.

Depois que casei as brigas continuaram, sim. E sou sempre eu que faço questão de começar. A briga me dá força. Me dá vida. E pensem o que quiserem disso. Não me importo mesmo. E acho que até o fim da minha vidinha medíocre vou continuar brigando.

Quase sempre estou sem razão. Mas só me dou conta disso depois que a tempestade já passou. Apesar de eu achar que ela nunca passa. Pra mim ela fica à espreita esperando o momento de maior tranquilidade pra dar o bote.

Meu marido não gosta de brigar. Sempre muito calmo quer apaziguar tudo. Não sabe discutir, não gosta de discutir. Prefere me dar razão a ter uma briga.
Eu me oponho. Até quando ele me dá razão.

Casei com a pessoa mais calma do mundo. O Dalai Lama do mundo ocidental. E tenho certeza que meu casamento já teria acabado há muito tempo não fosse esse temperamento dele. Ainda assim eu peço o divórcio quase toda semana.

Não tenho muito o que reclamar do mala. O apelidei desse jeito, mas na real ele nem é assim. Foi uma forma de extravasar todo e qualquer sentimento amargurado dentro de mim.
Ele é gentil, me liga o tempo todo, não faz nada sem que eu saiba, não me dá motivos pra desconfiar dele. É trabalhador, inteligente, excelente cozinheiro – e adora cozinhar pra mim – e além de tudo é magro, alto e não reclama dos meus pneuzinhos extras. Gosta de jogar futebol uma ou duas vezes por semana, o que me garante um tempo pra eu estar com minhas amigas ou até mesmo pra curtir a casa sozinha.

Mas eu não gosto de felicidade ao extremo. Pra mim não cheira bem.

Eu sempre desconfiei que no final do comercial de margarina, depois do beijo carinhoso na esposa e de correr pelo quintal com as crianças com um pulôver azul-bebê amarrado no pescoço o cara dizia à mulher: “Estou tendo um caso” ou “Sou gay”.

Então prefiro brigar. Lutar. Quer algo mais saboroso que dar uns bons berros como num filme de Felinni? Vou achando problemas na forma dele comer, andar, falar, dormir a ter que suportar uma vida perfeita que não existe.

Hoje mesmo foi um exemplo. Pela manhã ele me deu uns 57 beijos antes de levantar. Fez café e me levou na cama com pãezinhos prensados na chapa com manteiga. Me deu mais beijinho e ainda disse “eu já disse que vc tá linda hoje?”.

Sorri. Tomei o café. Comi o pãozinho quentinho que, por sinal, estava realmente uma delícia. Sinto o gosto dele até agora na boca.
Ele aparece com a mochila nas costas. Avisa que está indo para o futebol. Dá mais beijo.

Mas preciso fazer alguma coisa antes que ele vá embora.  E é aí que o nosso comercial de margarina acaba. E os golpes verbais começam.

Quando ele sai eu penso mil vezes em fazer minhas malinhas e ir embora. Digo pra mim mesma “hoje eu vou embora e nunca mais vou voltar.” Mas um minuto mais tarde me acalmo. Sei que tudo vai voltar ao normal daqui a pouco. Mas fiz minha parte.

Quando chegar em casa certamente terá tomado uns bons copos de cerveja, terá falado mal da mulher ranzinza que tem e provavelmente da gostosa da Luana Piovanni que ele ACHA que é melhor do que eu.

Pelo menos nunca vou ter dentro de casa um pseudo-homem com um pulôver azul-bebê.

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Homem é tudo um saco. E ponto.

Não podem abrir mão de nada.
E insistir é perda de tempo.

Eu podia ser uma pessoa mais calma. Eu sei.
Alguém mais paciente. Compreensiva. Amável.
Mas eu nasci assim e tenho a quem puxar.

Minha intolerância é algo marcante e marcado na minha vidinha de meu bondoso Deus porque só Ele pra me aguentar e pode crê que eu tenho razão nessa frase e se não tiver não importa porque você já perdeu o fôlego de ler tudo isso até aqui.

Meu marido também não é assim um crápula, como vocês pensam.
O único defeito dele foi ter nascido homem.
Tá certo que ele tem uma ferramenta que eu gosto muito. E que mulher nenhuma tem. E que ele sabe usar bem. E que eu não troco, não vendo, não empresto.
E que é melhor nem tentar chegar perto porque é minha, por sinal.
Mas eu não aguento mais essa história de futebol.

Antes disso meninas, uma confissão é necessária nesse momento: eu gosto de futebol.
Tenho meu time. Meus momentos com a bola. A camisa do glorioso Galo Mineiro na gaveta.
Mas Santo Deus Misericordioso, aquilo ali que eu tenho em casa chamado marido – tirando as horas que está trabalhando – tá vendo, pensando, maquinando, jogando ou falando sobre futebol.
Esse menino tem pobrema?

Tem pobrema sim. Um pobrema chamado esposa. Muié.

Tá certo que eu não vou gostar de flagrá-lo assistindo balé clássico ou o programa da Ana Maria Braga. Com todo respeito às duas vertentes ‘artísticas’, mas homem que é homem assiste UFC (Ultimate Fighting Championship). Acorda de madrugada pra ver treino da Fórmula 1. E faz xixi em pé, de preferência. Obrigada!
Mas pra quê fazer drama quando por chegar 15 minutos atrasado no futebol?
Se sabe que vai chegar atrasado, então não vai. E não fica fazendo pressão.
E não me tire da frente da tv na hora da novela pra buscá-lo no estádio porque eu vou demorar…

Já abri mão de coisinhas interessantes por ele. Quase todas em função do futebol que ele tinha que assistir ou jogar.
AGORA CHEGA!

Youtube tá aí pra facilitar a vida. Tem todos os vídeos lá…
Os gols da rodada passam no programa de esportes do dia seguinte. É só esperar…
Informações sobre jogadores e técnicos estão à disposição nos blogs, sites e jornais do gênero. Valorize os profissionais da área…
Se agilizem!!!!

Não quero competir com o esporte.
Nem sou tão mentecapta de tentar.
Mas vamos combinar, rapaziada: escolham um time só pra torcer.
E vocês precisam mesmo jogar bola três vezes por semana?

Viva o Galo Mineiro. E viva os homens que são homens mesmo.
Mas eu tenho mais o que fazer… E você, macho de plantão, tem que colaborar!

Próximo sábado: Teatro.
E se ele não for junto… não me responsabilizo pelos galhos alheios.

E eles sabem que a chance de conhecer um cara bonito, inteligente e interessante numa peça é grande.
Pena que vai ser difícil encontrar um que goste de futebol…

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Nota 10

Cheguei dominando o ambiente.
Nem Monique Evans nua ganhava de mim, com roupa, naquela noite.

Eu tava um arraso.
Litros de suor esparramados no chão com o meu gingado.
Não tinha pra ninguém.

O mala também tava lá.
Nunca vi ele tão feliz vendo o ensaio de uma escola de samba.
Parecia entretido com o enredo.
Quem sabe tentava entender a coreografia (Aham!).

Eis que começa o concurso da passista nota 10.
Stephanie e Jennifer concorriam.
Mas foi Cleosdete que venceu.
Sua bunda era maior que o bagageiro de um Palio Weekend.
Seus seios tão redondos quanto um melão amarelo-canário.

E ainda assim, nessas horas, é que a gente descobre que os homens servem para alguma coisa.
O mala corre na minha direção sambandinho como quem diz: “tô de boa”.
Sentíamo-nos sambistas profissionais, mesmo só como expectadores.
E nós ali, frutos das mães e pais de prédios. Nunca havíamos chegado tão perto de uma escola de samba.
Eu desengonçada, mostrando todo o meu potencial.
O mala pega minha mão e dá uma rodopiada. Chega pertinho, mas fala bem alto, pra quem quiser ouvir:

- Você seria destaque em todas as escolas, meu amor. Você é a minha Rainha da Bateria!

Posso morrer agora?

Antes que ele mude de idéia e me chame de carro alegórico.

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